Precessão dos Equinócios

Movimento Precessional

                Foi no século II a.C., que na Grécia, Hiparco, considerado o pai da Astronomia, descobriu a precessão dos Equinócios, aos quais era dado muito valor naquela época, pois determinavam se haveria vento e frio, ou calor e colheita.

 

                Todo o sistema solar  move-se em razão de 20km/h em direção a um ponto no espaço. São três os principais movimentos da Terra:

 

                1º: rotação- é um movimento sobre seu próprio eixo, que origina os dias e as noites;

                2º: translação- ao redor do Sol, que realiza 1 ano e origina as quatro estações;

                3º: precessão- que explica-se da seguinte forma:

 

                Todos os anos, quando começa um “ano vernal” (21/03), o Sol atravessa a Eclíptica em um ponto que vai deslocando-se um pouco mais em direção a Leste (Oriente), em relação ao ano seguinte, até que este que é chamado “Ponto Vernal” chegará novamente a observar-se no mesmo lugar inicial, ou seja, oº Áries (exata linha de interseção entre o Equador e a Eclíptica), transcorridos por volta de 26.000 anos.

 

                Este deslocamento acontece por que o formato da Terra é elíptico, achatado nos pólos e curva no Equador. Este abaulamento  na área do Equador, que é fortemente submetido à atração gravitacional da Lua e do Sol (em menor escala), gera um processo de rotação dos pólos da Terra de forma cônica no sentido contrário ao do Zodíaco.  Estas “perturbações” periódicas ao eixo polar da Terra (são mensais e anuais), vão acumulando-se lentamente e dão origem ao período de precessão de 25.694,8 anos; são responsáveis pelo apontamento do pólo norte da Terra a diferentes Estrelas. Tome-se como exemplo que no ano futuro de 2102, o eixo estará apontando diretamente para a Estrela Polaris, assim como apontou para Vega na metade deste ciclo de precessão antes da vinda do Mestre Jesus. Por volta de 21.000 anos chega à direção de Thuban (Alpha Draconis), até retornar a seu ponto inicial.

 

                Este período de aproximadamente 26.000 anos é chamado de “Grande Ano”, “Ano Vernal”, ou ainda “Ano Platônico”. Durante este transcurso, o Ponto Vernal vai atravessando as doze Constelações Zodiacais à razão de aproximadamente 2160 anos para cada uma, em tempo médio, o que é então considerado um “Era Astrológica”.

 

                Pode-se observar e destacar que ao passar o Ponto Vernal a uma nova Constelação Zodiacal, originam-se intensas mudanças na civilização, em seu desenvolvimento social, cultural, político, técnico, filosófico (novos dogmas apresentam-se), acompanhado de mudanças geológicas, atmosféricas e climáticas. Os eventos ocorrem de acordo com as características da Constelação à qual a Terra está se dirigindo.

 

                Quando este movimento precessional foi descoberto, a diferença do eixo em relação ao Ponto era de aproximadamente  2º; hoje já estamos numa correção que pode ser observada aplicando-se o “Ayanansa” (por volta de 23º).

Voltar